Livro Os Chicos

De 2007 a 2011, Nolasco e Drumond percorreram as margens do rio São Francisco; passando pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. De forma instigante, decidiram por ouvir histórias apenas de pessoas chamadas “Francisco” ou “Francisca”. Este longo trabalho, transformado em livro, revela um pedaço da história do rio da integração nacional por uma ótica até hoje pouco explorada: a partir da narrativa das próprias pessoas que vivem às suas margens. As experiências humanas, sociais e culturais que os ribeirinhos quiseram mostrar aos autores foram o caminho escolhido para construir uma nova forma de falar sobre a combinação de um bem natural e a necessidade do homem de transmitir, pela oralidade, sua cultura para as novas gerações.
“Foi incrível perceber a diversidade cultural e da formação do povo brasileiro ao longo de um rio. O São Francisco vai muito além das suas belezas físicas, da sua geografia intrigante. Ele é um lugar surreal onde tradição e modernidade convivem juntas, muitas vezes em conflito”, explica Drumond.
Agonizando 10 anos depois | Em 2018 completa-se uma década do início da expedição de Nolasco e Drumond. Neste período, os autores mantiveram ativo contato com os personagens; revisitaram trechos do rio e foram testemunhas da profunda transformação física, social e cultural do “Velho Chico” e de suas comunidades ribeirinhas. “Infelizmente, as transformações foram para pior. O rio São Francisco vive uma agonia. Está praticamente morto e ninguém se preocupa com o efeito devastador que isso acarreta não só no meio ambiente, mas também em toda a cultural oral e os patrimônio imateriais que só existem graças à relação homem/rio. Para se ter uma ideia, em Penedo, Alagoas, há poucos quilômetros da foz, as embarcações já estão encalhando”, denuncia Nolasco.
Segunda edição e patrocínio | A segunda edição do livro “Os Chicos” foi viabilizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Tendo o patrocínio do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Os autores optaram por não interferirem no conteúdo tanto de texto quanto de fotografias da primeira edição. Apenas a caixa foi remodelada, fazendo uma homenagem ao personagem Zé Francisco, morador da região do Mirante do Talhado, em Alagoas.

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